Sergio Moro: procurador do Brasil pede investigação de Bolsonaro sobre ‘intromissão’

cupom com desconto - o melhor site de cupom de desconto cupomcomdesconto.com.br


moro

Direitos autorais da imagem
Reuters

Legenda da imagem

Sergio Moro era visto como uma figura-chave no governo

O principal promotor público do Brasil solicitou autorização para investigar alegações de interferência política do presidente Jair Bolsonaro.

Isso ocorre depois que o ministro da Justiça, Sergio Moro, renunciou na sexta-feira, acusando o presidente de querer instalar um novo chefe de polícia federal que lhe forneceria relatórios de inteligência.

Bolsonaro nega a acusação.

A briga causou tumulto em seu governo, na tentativa de enfrentar a crise dos coronavírus.

  • Bolsonaro despede ministro da Saúde por causa de coronavírus
  • ‘Explosão de vírus não documentada’ varre o Brasil

O Brasil tem quase 55.000 casos confirmados do vírus e mais de 3.700 morreram, segundo a Universidade Johns Hopkins, nos EUA.

No início deste mês, o presidente demitiu seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por sua resposta à pandemia de coronavírus. O ministro havia defendido o distanciamento social, que Bolsonaro desprezou.

Como a linha se desenvolveu?

O procurador do Brasil, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal que permita uma investigação sobre as alegações de Moro contra o presidente.

Na sexta-feira, Bolsonaro demitiu o chefe de polícia federal Mauricio Valeixo – um aliado de Moro – sem publicar um motivo para a decisão. Ele foi substituído por Alexandre Ramagem, chefe da Agência Brasileira de Inteligência.

Direitos autorais da imagem
EPA

Legenda da imagem

Manifestantes bateram panelas e frigideiras depois que Moro renunciou

Mais cedo, na quinta-feira, Moro ameaçou renunciar se Valeixo fosse removido, mas depois disse que ficaria se pudesse escolher seu substituto.

No entanto, ele renunciou na sexta-feira, descrevendo a demissão de Valeixo “sem motivo genuíno” como “interferência política que prejudica minha credibilidade e a do governo”.

Qual é a alegação contra Bolsonaro?

Moro alegou que o presidente estava se intrometendo nos esforços da polícia federal para combater a corrupção.

Ele disse que Bolsonaro havia lhe dito que estava substituindo Valeixo para instalar alguém com quem ele tivesse “contato pessoal, a quem pudesse ligar, pedir informações, relatórios de inteligência”.

“Fornecer esse tipo de informação não é tarefa da polícia federal”, afirmou.

Moro também alegou que Bolsonaro havia dito que um dos motivos para expulsar Valeixo era que ele estava “preocupado” com algumas investigações em andamento.

Demitir Valeixo também foi “um sinal de que o presidente me queria fora”, acrescentou.

Moro é uma figura popular no Brasil. Ele é um ex-juiz que supervisionou a maior investigação anticorrupção do país, que descobriu bilhões de dólares em subornos e levou à condenação de dezenas de líderes empresariais e políticos de destaque.

cupom com desconto - o melhor site de cupom de desconto cupomcomdesconto.com.br

O som de protestos contra a maconha soou nas cidades do Brasil depois que sua demissão foi anunciada.

Como Bolsonaro respondeu?

Em um discurso televisionado, o presidente de extrema direita chamou as acusações contra ele de “infundadas” e disse que poderia escolher quem ele queria como chefe de polícia federal.

Direitos autorais da imagem
AFP

Legenda da imagem

Bolsonaro negou as acusações, ladeado pela maior parte de seu gabinete

“A nomeação é minha, a prerrogativa é minha e, no dia em que tenho que me submeter a qualquer um dos meus subordinados, deixo de ser presidente da república”, disse Bolsonaro, ladeado por boa parte de seu gabinete no palácio presidencial de Brasília.

Ele também acusou Moro de exigir uma indicação ao Supremo Tribunal em troca de concordar com a substituição de Valeixo.

Moro negou isso, dizendo que “nunca foi usado como moeda em troca de eu ser nomeado” para o tribunal superior.

Golpe no governo Bolsonaro

A saída do ministro mais popular de Jair Bolsonaro é um golpe para seu governo – Sergio Moro era um ministro importante. Ele foi visto por seus apoiadores como um cruzado anticorrupção.

É uma partida que Jair Bolsonaro claramente tomou pessoalmente também, a julgar pelo seu discurso de 45 minutos na televisão na sexta-feira à tarde. Ele contou que foi esnobado por Moro no aeroporto há alguns anos e o acusou de não se importar o suficiente depois de ter sido esfaqueado durante a campanha em 2018.

Não há dúvida de que Bolsonaro parece mais fraco do que nunca – os eventos de sexta-feira marcam um dos dias mais dramáticos da política brasileira nos últimos anos.

Muitos estão se perguntando quem será o próximo. Será que Paulo Guedes, seu ministro da Economia e outro membro importante do gabinete permanecerão leais ou pularão para salvar sua reputação?

Todo esse drama é uma distração para uma crise mais urgente – o número de casos e mortes de coronavírus aumenta cada vez mais rápido a cada dia.

Sergio Moro: procurador do Brasil pede investigação de Bolsonaro sobre 'intromissão' 1

A reprodução de mídia não é suportada no seu dispositivo

Legenda da mídiaKaty Watson, correspondente da BBC na América do Sul, analisa como Bolsonaro reagiu ao vírus no Brasil

Quem é o Moro?

Visto como um cruzado anticorrupção, Moro foi o escolhido quando Bolsonaro pediu que ele se juntasse ao governo.

Moro supervisionou anteriormente uma enorme investigação sobre corrupção conhecida como Operação Car Wash, que expôs bilhões de dólares em subornos e terminou na prisão de muitos empresários e políticos poderosos, incluindo o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele disse uma vez que “nunca entraria na política”, mas depois concordou em servir no gabinete de Bolsonaro para combater a corrupção e o crime organizado.

Foi-lhe prometida total autonomia para seu departamento, que uniu os portfólios de justiça e segurança pública no chamado “super ministério”.

cupom com desconto - o melhor site de cupom de desconto cupomcomdesconto.com.br
Leia Também  Um pintor queniano lança um olhar crítico sobre o papel da China na África

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *